quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aos eternos amigos! Para Jonas Bezerra

Ser amigo pra mim é também um estado de espírito. Meus amigos não são completos, eles me completam! Tem aqueles que me fazem rir de doer a barriga, e que cobram minhas histórias e piadas ridículas, mas que pra eles fazem todo um sentido e me brindam também com risadas maravilhosas. Tem aqueles que me acompanham ao longo da minha vida, vendo minhas vitórias, derrotas, erros, desilusões, amores, enfim ... Alguns nem sempre estão perto fisicamente, mas a energia que nos une nos tornou eternos. Tenho também aqueles que me cobram a presença, mesmo eu insistindo em Dizer que meu amor por eles independe da presença física, mas que eles podem ter certeza que não os abandonarei no momento que eles mais precisarem de mim... Tem aqueles que já passaram, mas que deixaram uma marca tão grande que ao nos vermos é como se tivesse sido ontem o último encontro. Mas o que mais gosto é sentir o abraço gostoso, a intensidade da saudade, o riso gostoso do reencontro, as novidades de suas vidas, seus amores e dissabores também vividos. É não ter vergonha de contar um fato e deixar que meu choro venha, sem me sentir menor ou pior por isso. É poder analisar com eles as dúvidas que me cercam nos momentos mais delicados e decisivos da minha vida! Como é bom se sentir acolhida! Amada! Querida!Amiga! Companheira Mas também amo de paixão aqueles que me abrem os olhos e me tiram do sério me dizendo o que eu preciso ouvir e não que eu gostaria de ouvir, e mesmo assim não são menos amados por isso! Ainda tenho aqueles amores que se tornaram amigos, apesar de querer que tivesse sido bem mais que isso. Mas, as vezes perder um amor e ganhar um amigo é algo que não tem preço! Quero que cada um de vocês tente se encaixar em alguma dessas descrições, Mas se não conseguirem, não tem problema sei que nos amamos mesmo assim . Lu Xavier

Ficamos órfãos de um belo sorriso!

Postado em 06/06/2012 http://www.ceinet.com.br/ Nossas homenagens e lamento pela perda do professor Jonas Bezerra Comunicamos que o velório do professor Jonas Bezerra acontecerá na Igreja Presbiteriana de Nova Descoberta. O sepultamento será às 16h no Cemitério do Alecrim.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Primeira travesti a fazer doutorado no Brasil defende tese sobre discriminação

Luma Andrade descreve o preconceito sofrido por travestis na rede pública de ensino e aponta lacunas na formação de professores; defesa será em julho. Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho. Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores. Criança nos anos de 1970, no município de Morada Nova, a 170 quilômetros de Fortaleza, o único filho homem de um casal de agricultores, era João, mas já se sentia Luma. Em casa, escondia-se para evitar ser confrontada. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito. Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina, sofria de segunda a sexta-feira na chamada dos alunos, ao ser tratada pelo nome de batismo. Não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro. Aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta. Luma se concentrou nos estudos e evitou os confrontos. "Tem momento que a gente quer desistir. Eu não ia ao banheiro urinar, porque eu queria usar o feminino, mas não podia. Então eu me continha e, às vezes, era insuportável”, relembra. Mas ela concluiu o ensino médio e, aos 18 anos, entrou na universidade. Quando se formou aos 22, já dava aulas e resolveu assumir a homossexualidade. Quando contou que tinha um namorado, foi expulsa de casa. Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola estadual do município de Aracati, a 153 quilômetros de Fortaleza. Apenas ela passou. Contudo, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto. “Eu não era tida como um bom exemplo”. Durante o período de estágio probatório, tentaram sabotar sua permanência na escola. “Uma coordenadora denunciou que eu estava mostrando os seios para os alunos na aula”. Luma havia acabado de fazer o implante de proteses de silicone. “Eu já previa isso e passei a usar bata para me proteger, esconder. Eu tinha certeza que isso ia acontecer”. Anos depois, Luma assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante. “Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes. Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem. “Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata. A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos. Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos. “Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”. A tese de Luma já passou por duas qualificações. Ela está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza. Fonte: Daniel Aderaldo, iG Ceará | 24/03/2012 08:00 http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/primeira-travesti-a-fazer-doutorado-no-brasil-defende-tese-sobre/n1597707581246.html

Saúde e Educação em Luta: Deu na Imprensa

Saúde e Educação em Luta: Deu na Imprensa: Grevistas da educação e saúde ocupam gabinete na prefeitura de São Gonçalo Cerca de 100 servidores da educação e saúde do município de São...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O RETORNO

EU VOLTEI!!!!!!!!!!!!!! INDIGNADA com mais um abuso de poder do Prefeito de São Gonçalo do Amarante/RN que desconsiderando uma decisão que AINDA não foi dada pelo juiz do município, em considerar a GREVE ilegal ou não, descontou do salário dos trabalhadores da Educação 14 dias. No meu ver isso poderia ser considerado APROPRIAÇÃO INDÉBITA, pois baseado em qual direito ele tomou prá si o que é meu por direito? Será o município um país independente que existe leis próprias e seu governante está acima de todas?? Se as vezes nos perguntamos que país é esse? Agora lhe dou o endereço prá voce conhecê-lo: SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O material mais barato que existe na praça é o PROFESSOR!

A MAIS PURA REALIDADE, INFELIZMENTE!
AH... E UM "PEQUENO DETALHE": É A ÚNICA CATEGORIA QUE SE FIZER GREVE, É OBRIGADO A REPOR AULAS AOS SÁBADOS, EM BREVE TAMBÉM AOS DOMINGOS.


Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!

Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MEC lava as mãos no caso dos livros com erros

Publicada em 16/05/2011 às 09h43m
Cássio Bruno

RIO - O Ministério da Educação informou que não se envolverá na polêmica sobre o livro com erros gramaticais distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático , do próprio MEC, a 485 mil estudantes jovens e adultos. O livro "Por uma vida melhor", da professora Heloísa Ramos, defende uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo a troca dos conceitos "certo e errado" por "adequado ou inadequado". A partir daí, frases com erros de português como "nós pega o peixe" poderiam ser consideradas corretas em certos contexto.
- Não somos o Ministério da Verdade. O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo. Já pensou se tivéssemos que dizer o que é certo ou errado? Aí, sim, o ministro seria um tirano - afirmou ontem um auxiliar do ministro Fernando Haddad, pedindo para não ser identificado.
Escritores e educadores criticaram ontem a decisão de distribuir o livro, tomada pelos responsáveis pelo Programa Nacional do Livro Didático. Para Mírian Paura, professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Uerj, as obras distribuídas pelo MEC deveriam conter a norma culta:
- Não tem que se fazer livros com erros. O professor pode falar na sala de aula que temos outra linguagem, a popular, não erudita, como se fosse um dialeto. Os livros servem para os alunos aprenderem o conhecimento erudito.
Na obra "Por uma vida melhor", da coleção "Viver, aprender", a autora afirma num trecho: "Posso falar 'os livro?' Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico." Em outro, cita como válidas as frases: "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe".
Autor de dezenas de livros infantis e sobre Machado de Assis, o escritor Luiz Antônio Aguiar também é contra a novidade:
- Está valendo tudo. Mais uma vez, no lugar de ensinar, vão rebaixar tudo à ignorância. Estão jogando a toalha. Isso demonstra falta de competência para ensinar.
Segundo ele, o que estabelece as regras é a gramática.
- Imagina um jogo de futebol sem as linhas do campo. Como vão jogar futebol sem saber se a bola vai sair ou não? O que determina as regras é a gramática. Faltam critérios. É um decréscimo da capacidade de comunicação - observou Aguiar, também professor do curso "Formação de leitores e jovens leitores", da Secretaria municipal de Educação.

Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/15/mec-lava-as-maos-no-caso-dos-livros-com-erros-924468819.asp#ixzz1MZJSvM4G

MEC distribui livro que aceita erros de português

BRASÍLIA - O Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), distribuiu a cerca de 485 mil estudantes jovens e adultos do ensino fundamental e médio uma publicação que faz uma defesa do uso da língua popular, ainda que com incorreções. Para os autores do livro, deve ser alterado o conceito de se falar certo ou errado para o que é adequado ou inadequado. Exemplo: "Posso falar 'os livro'?' Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico" - diz um dos trechos da obra "Por uma vida melhor", da coleção "Viver, aprender".
Outras frases citadas e consideradas válidas são "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe". Uma das autoras do livro, Heloisa Ramos afirmou, em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo, que não se aprende a língua portuguesa decorando regras ou procurando palavras corretas em dicionários.
- O ensino que a gente defende é um ensino bastante plural, com diferentes gêneros textuais, com diferentes práticas de comunicação para que a desenvoltura linguística aconteça - disse Heloisa Ramos.
Em nota encaminhada ao "Jornal Nacional", o Ministério da Educação informou que a norma culta da língua será sempre a exigida nas provas e avaliações, mas que o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade. O propósito também, segundo o MEC, é discutir o mito de que há apenas uma forma de se falar corretamente. Ainda segundo o ministério, a escrita deve ser o espelho da fala.
Fonte:http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/14/mec-distribui-livro-que-aceita-erros-de-portugues-924464625.asp

O que aconteceu com nossa naturalidade??????

Recebi esse e-mail e divido com voces...


PSICOLOGIA 1960 x 2010

Cenário 1:
João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.

Ano 1960: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora,
vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe.

Ano 2010: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam
como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD,
o psiquiatra lhe receita Rivotril. Se transforma num Zumbi. Os pais
reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz.


Cenário 2: Luis quebra o farol de um carro no seu bairro.

Ano 1960: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no
trazeiro... A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada",
cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional
de sucesso.

Ano 2010: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos
de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de
uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinque e fica preso
num presídio especial para adolescentes.


Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho.

Ano 1960: Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para
confortá-lo. Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.

Ano 2010: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a
três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia.
Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos
psicológicos, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra
em aguda depressão e se suicida.


Cenário 4: Disciplina escolar

Ano 1960: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava umas
boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa,
nosso velho nos castigava sem piedade.

Ano 2010: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas
por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o
colégio se queixar do docente e para consolá-lo compra uma moto para
o filhinho.


Cenário 5: Horário de Verão.

Ano 1960:Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão.
Não acontece nada.

Ano 2010: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de
verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite,
nas mulheres aparece celulite.


Cenário 6: Fim das férias.

Ano 1960: Depois de passar férias com toda a família enfiada num Gordini,
após 15 dias de sol na praia, hora de voltar. No dia seguinte se trabalha
e tudo bem.

Ano 2010: Depois de voltar de Cancún, numa viagem 'all included',
terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, pânico, etc..


PERGUNTO:
QUANDO FOI QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS???!!!

sábado, 30 de abril de 2011

Adolescente que ameaçou diretora volta a ser apreendido com faca em Minas Gerais!

BELO HORIZONTE - O adolescente que ameaçou com uma faca a diretora da escola onde estuda em Uberaba, no Triângulo Mineiro, voltou a ser aprendido nesta sexta-feira. Ele estava com uma faca, rondando o colégio. Ao ser abordado pela polícia, ele tentou descartar a arma branca. A delegada Ludmila Perfeito ouviu o menor e ele foi liberado.

- Esta conduta configura uma infração de menor potencial ofensivo - explixou Ludmila.
Na quinta-feira, o adolescente entrou na escola com a faca no momento em que a diretora da escola e a mãe dele estavam reunidas. Elas falavam justamente sobre as constantes brigas do aluno. Ele não teria gostado da proposta da diretora de transferi-lo para outra instituição de ensino.
O garoto entrou pelo portão principal e foi direto para a secretaria. O pai de outro aluno colocou o menino para fora e chamou a polícia. Ele foi ouvido e liberado.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/04/30/adolescente-que-ameacou-diretora-volta-ser-apreendido-com-faca-em-minas-gerais-924355325.asp#ixzz1L2sAixrA
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ALUNO AMEAÇA DIRETORA EM ESCOLA!

BELO HORIZONTE - Um estudante de 14 anos entrou com uma faca na escola e ameaçou a diretora em Uberaba, no Triângulo Mineiro, nesta quinta-feira. No momento da ameaça, a diretora estava reunida com a mãe dele, justamente para conversar sobre as constantes brigas do aluno. O garoto entrou pelo portão principal e foi direto para a secretaria. O adolescente não teria gostado da proposta da diretora de transferi-lo para outra instituição de ensino.
O pai de outro aluno colocou o menino para fora e chamou a polícia. O estudante foi apreendido e levado para a delegacia, onde foi ouvido junto com a mãe. As aulas seguem normalmente na escola.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/04/29/estudante-de-14-anos-entra-com-faca-em-escola-ameaca-diretora-em-minas-gerais-924345372.asp#ixzz1L2rLPAax
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

LUTO PELA EDUCAÇÃO!

Assisto triste, chocada, emocionada, fragilizada a uma situação jamais pensada por muitos, mas que, infelizmente ocorre, não nessa proporção, nas nossas escolas brasileiras. Massacre como esse não, mas nós que todos os dias rompemos os muros das escolas que trabalhamos, sabemos o quanto isso é possível de nos acontecer e não menos por isso, não deixa de nos chocar um caso assim. Assistimos diariamente a alunos de famílias desestruturadas,com novos pais ou novas mães, sem referências, limites, e com muitos distúrbios que não tem o devido acompanhamento. O que pensou esse jovem, a razão para esse ato, frio, pensado e executado, não saberemos jamais! A imprensa especulará, vários especialistas se pronunciarão, a polícia carioca se regenerá através de um ato obrigatório que se tornou heróico, várias suposições serão levantadas, mas NADA, NADA trará essas crianças de volta! Seus pais sofrerão com os "porques" e os "se" e nós nos perguntaremos aonde vamos parar? Ainda outro dia escrevi aqui que o mundo desabava sobre nós, quando um teto de uma escola caiu sobre a cabeça de crianças no interior do RN, mas hoje não só o mundo desaba pra todos que trabalham no cotidiano das escolas que sabem-se sujeitos, talvez, de algo tão cruel! Colocar-se em alguma cadeira daquela escola, foi para mim, um exercício de dor, de indignação, de perplexidade onde só resta entregar a Deus essas crianças que ele escolheu prá ensinar-lhes o que este mundo não tem nem terá condições de dar-lhes: AMOR! Uma nova escola se abre acima de nossas cabeças com a supervisão de nosso Mestre Maior!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O céu desaba sobre nossas cabeças!

Teto de salas de aula desaba em São Tomé/RN
Ricardo Araújo - repórter

A pergunta que ecoava entre curiosos, militares do Corpo de Bombeiros e direção da Escola Municipal José Euzébio Fernandes, em São Tomé, ao observarem o que restou de duas salas de aula, era a mesma: não morreu ninguém? Os escombros, as carteiras retorcidas e o material escolar espalhados pelo chão batido do terreno da escola evidenciavam a gravidade do desabamento ocorrido por volta das 9 horas de ontem. Doze crianças saíram feridas. Nenhuma delas em estado grave, apenas escoriações leves.

foto:júnior santos

A sala de aula da Escola Muncipal José Euzébio, onde estavam 28 crianças, ficou totalmente destruída“Foi a mão de Deus que nos salvou. Eu estava explicando a lição ao alunos e percebi o quadro tremendo. Depois a parede baixou e eu gritei chamando os alunos para perto de mim”, descreveu a professora Maria de Jesus da Silva, ainda assustada. Das 28 crianças entre oito e nove anos de idade, alunas do 4º ano do ensino fundamental que assistiam aula no momento do desabamento, 12 se feriram. Duas delas ficaram sobre os escombros e foram socorridas pela professora e pelos próprios alunos.

Katly Rayana, de 9 anos, foi uma das alunas mais atingidas pelos escombros. Com escoriações em todo o corpo e com uma luxação no ombro esquerdo, ele foi encaminhada ao hospital regional de São Paulo do Potengi junto com mais três crianças. Entre elas, estava Maria Clara Santos de Sousa que descreve o momento que o teto e as paredes ruíram. “A gente estava estudando, vendo a professora explicar e só ouvimos um barulho e tudo caiu”.

As crianças passaram por exames de raio-x no hospital da cidade vizinha para detectar lesões mais graves. Nada foi confirmado e elas retornaram para casa. As demais crianças foram atendidas no hospital municipal de São Tomé. “Nós atendemos 12 crianças que sofreram ferimentos. Apenas escoriações e hematomas. Medicamos e liberamos em seguida Três foram para São Paulo do Potengi, mas nada de mais grave ocorreu”, admitiu o médico de plantão, Raroldo Rocha.

A diretora da escola, Márcia Maria Bezerra, não estava no local no momento do acidente. “Hoje era o dia da vice-diretora dirigir a escola. Quando eu soube que tinha caído, corri para cá”, comentou. De acordo com Márcia, nenhuma rachadura ou comprometimento da estrutura física haviam sido detectados ultimamente. A parte que ruiu, que inclui duas salas de aula, foi construída há cerca de 15 anos. Uma das salas ficou totalmente destruída. Na outra sala, nenhuma das crianças se feriu.

Duas equipes do Corpo de Bombeiros se dirigiram ao local com o intuito de socorrer as vítimas, mas quando chegaram todas haviam já sido sido atendidas. O chefe da operação, tenente Góis, isolou a área e solicitou que a escola permanecesse fechada até que a investigação sobre as causas do acidentes forem concluídas. Um funcionários do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea RN) esteve no local.

De acordo com o pedreiro José Cosme da Silva, que trabalhava na construção de uma sala de aula vizinha a que desabou, o acidente pode ter sido causado pelo alicerce da construção feito ao lado da estrutura antiga. “A orientação do engenheiro foi de que a gente cavasse mais para fazer o baldame”, disse José. O responsável pela obra foi procurado mas não estava na cidade na manhã de ontem.

O prefeito do município, Anteomar Pereira da Silva, encaminhou um ofício ao Crea RN solicitando a vistoria do local. “Somente com o laudo do Conselho, tomaremos uma decisão”, comentou. De acordo com ele, as atividades escolares serão remanejadas para um outro espaço da prefeitura para que os alunos não sejam prejudicados com a interdição do prédio.

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/teto-de-salas-de-aula-desaba/176294

sexta-feira, 25 de março de 2011

PNE 2011-2020: uma nova chance para velhas necessidades | Políticas Públicas | Nova Escola

Decidir quem paga a conta e o que fazer com quem não cumprir as metas é condição para tirar do papel o Plano Nacional de Educação (PNE)

Ivan Paganotti e Rodrigo Ratier (novaescola@atleitor.com.br)

ENTREVISTAS
José Marcelino Rezende Pinto
Dermeval Saviani
Cleuza Repulho
Rubens B. de Camargo
Carlos Roberto Jamil Cury

A hipótese otimista promete impulsionar o país rumo a outro patamar de desenvolvimento. Se cumprido integralmente, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) pode, em dez anos, universalizar a Educação Básica para crianças e jovens de 4 a 17 anos e alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade (mais 17 milhões de jovens e adultos). A alternativa pessimista... Bem, essa é velha conhecida. Se o plano não sair do papel, vai se somar aos inúmeros projetos que enfeitam prateleiras com sonhos nunca concretizados.

Não é a primeira vez que o governo federal tenta formular um guia para as políticas públicas em Educação. A primeira bússola sugerida foi a versão anterior do PNE, que vigorou de 2001 a 2010. Produzida no fim do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, apresentava 295 metas e um diagnóstico complexo do setor. Não deu certo por várias razões. A quantidade de objetivos contou contra, diluindo as demandas e tirando o foco do essencial. Segundo, muitas da metas não eram mensuráveis, o que dificultou seu acompanhamento. Também faltaram regras com punições para quem não cumprisse as determinações. Finalmente - e, talvez, o mais importante: um dos artigos do plano foi vetado pela presidência. Era a proposta de aumentar a parcela do Produto Interno Bruto (PIB) investida em Educação de 4 para 7%. Sem dizer de onde viria o dinheiro, o PNE de 2001 virou letra morta antes de nascer.

A nova edição parece ter ganho com os erros do passado. Centrado nas demandas da Conferência Nacional de Educação (Conae) do ano passado, o Ministério da Educação (MEC) preparou um plano que começa agora a ser debatido pelo Congresso, aguardando a aprovação dos parlamentares. Sucinto, o documento tem 20 metas, a grande maioria quantificável por estatísticas. Além das citadas no início deste texto, outras seis dizem respeito à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental: universalizar o atendimento aos estudantes com deficiência, oferecer ensino em tempo integral em 50% da rede pública, atingir média 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas séries iniciais e 5,5 nas finais, oferecer 25% das matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) integradas à Educação profissional nas séries finais, atender 50% das crianças de até 3 anos e erradicar o analfabetismo - as duas últimas, reedições do PNE de 2001, o que dá uma medida do fracasso da antiga versão.

Objetivo vago pode dificultar aferição da melhoria salarial

A valorização da docência é lembrada em quatro metas. Duas dizem respeito à formação (garantir que todos os professores da Educação Básica possuam nível superior e formação continuada e 50% deles pós-graduação), uma terceira à necessidade de plano de carreira e uma quarta à melhoria salarial - esta, infelizmente, um tanto vaga, já que o texto recomenda apenas a "aproximação" do rendimento médio do Magistério ao de profissões com escolaridade equivalente. O objetivo é considerado tímido por entidades dos trabalhadores em Educação, já que o documento final da Conae defendia o avanço progressivo do piso para 1,8 mil reais, com carga horária máxima de 30 horas semanais (docentes com dedicação exclusiva receberiam até o dobro desse valor).

Mesmo com ressalvas como essa, a proposta merece elogios. Para que ela decole, entretanto, há dois pontos de atenção fundamentais. O primeiro é o financiamento. Trata-se, aqui, da mesma questão que enterrou o PNE anterior: como garantir o mínimo de 7% do PIB para a Educação. Ainda que o porcentual também seja contestado pelo documento final da Conae (que pedia uma elevação de 1 ponto percentual ao ano até atingir 10%, em 2014), o índice negociado representaria uma injeção de 84 bilhões de reais em relação ao orçamento atual. Para chegar lá, os analistas apontam a necessidade de a União aumentar sua contribuição. Hoje, estados e municípios respondem por 80% da conta do ensino.

A segunda decisão diz respeito a quem pode ser punido se não colaborar para cumprir as metas. O instrumento para essa tarefa, o conceito de responsabilidade educacional, também está em discussão no Congresso. Por meio de um projeto de lei que propõe alterações na Lei de Ação Civil Pública (que defende direitos coletivos como a Educação), o MEC pretende tornar possível a fiscalização das autoridades da área de Educacão. Por exemplo: se o PNE for aprovado e um prefeito não atender a um dos objetivos - universalizar a pré-escola, digamos -, ele pode ser acionado pelo Ministério Público e punido, com penas como multa e detenção. É um avanço em relação às formas atuais de sanção contra os maus administradores. A mais comum, a interrupção dos repasses de recursos, só prejudica o município ou estado já afetado por uma gestão ruim. Somados, o aumento da fiscalização e dos investimentos renova a esperança de que o plano se torne realidade. Vale exigir dos parlamentares que tratem o assunto com prioridade na tramitação. E que a nova presidente não siga o exemplo de seus antecessores, que impediram pontos vitais da proposta.

84 bilhões de reais Valor que precisaria ser adicionado ao orçamento da educação para atingir o patamar proposto pelo PNE.

Usando o corpo como tela

Dois artistas americanos recriam na própria pele pinturas do século XIX para dar nova vida às obras
Débora Rubin
http://www.istoe.com.br/reportagens/114884_usando+o+corpo+como+tela




"Nos quadros originais, eram os homens que pintavam as mulheres. Agora é uma mulher que está literalmente pintando um homem.” É assim, de forma provocativa, que a artista nova-iorquina Laura Spector, 37 anos, explica o seu irreverente trabalho em parceria com o colega Chadwick Gray, 38 anos. Há 15 anos a dupla desenvolve o projeto Anatomia de Museu, no qual ela reproduz no corpo de Gray telas minuciosamente garimpadas em museus americanos, espanhóis, sul-africanos, gregos e até da Tailândia, onde ambos vivem, embora não formem um casal.
O trabalho começa com a escolha das telas. Os dois têm algumas regras para fazer a seleção. Buscam obras pouco conhecidas do grande público, perdidas em arquivos de museus e que, de preferência, retratem mulheres do século XIX. Escolha feita, analisam qual é a parte do corpo de Gray adequada e em qual posição ele deve ficar para dar mais vida à pintura. Muitas vezes, seus olhos ou suas mãos são aproveitados dentro do contexto da obra. Dependendo do trabalho, é difícil até entender qual é a parte do corpo do artista que serviu de base.
A segunda fase é a da pintura propriamente dita, o que exige do modelo-tela paciência para ficar até 15 horas parado para fazer um único quadro. Gray não é nenhum iogue e confessa que não tem muita flexibilidade, mas já desenvolveu uma técnica própria.“Eu praticamente entro em transe, fico em um estado meditativo”, conta. “No entanto, eu me lembro claramente das pinturas que mais me fizeram sentir dor.” Uma vez, a dupla realizou uma performance em uma vitrine de loja e ele teve que ficar com o braço sobre a cabeça durante quatro horas. Somente quatro dias depois é que o braço parou de formigar e voltou ao normal. No total, Gray já ficou mais de 800 horas em pose de estátua. A pintura é feita com uma maquiagem alemã criada especialmente para o teatro. Depois de pronto, Laura tira uma foto de sua tela viva e a reproduz no tamanho da obra original.

A dupla, que já fez mais de 20 retratos e pretende continuar o projeto indefinidamente, vê o trabalho render frutos. Além de ter várias fotos em coleções particulares espalhadas pelo mundo, eles já tiveram trabalhos leiloados pela Sotheby’s de Hong Kong e viraram referência para estudiosos do assunto. Recentemente, foram incluídos no livro “The Real Thing – The Model in the Mirror of the Art”, de Wendy Steiner, crítica de arte americana que faz uma reflexão sobre o papel do modelo na arte. Artistas de vanguarda, Chadwick and Stencer (forma como assinam) já estampam até iPhones e iPads. Sinal de que os anos de pesquisa e as horas dedicadas a cada obra valeram a pena.